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2021-08-25

“Procuramos fazer o impossível”


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Nome: Albertina Maria Faria Reis
Idade: 56
Naturalidade: Guilhabreu – Vila do Conde

Lidera um dos departamentos estratégicos da Riopele, a área de I&D. Albertina Reis coordena os trabalhos de uma equipa composta por mais de 100 técnicos e que se tem revelado essencial para colocar a empresa na rota do progresso e da modernidade.

Ainda se recorda do primeiro dia na Riopele? Como foi esse dia?
Lembro-me bem do meu início na Riopele, a 14 de março de 1988 para efetuar o meu estágio curricular. Recebida no Departamento de Recursos Humanos para a realização de testes psicotécnicos. No dia seguinte, esse sim foi um dia de impacto, lembro-me muito bem por quem fui recebida e do local/espaço onde “estacionei”, e com quem partilhava esse mesmo espaço. Que retive desse dia: a imponência da Riopele, uma imensidão em área e pessoas, mas que não me assustou, pelo contrário desafiou-me; e a pessoa que me recebeu, acompanhou, orientou e que me marcou, tornando-se uma referência para mim, a Engª Ana Maria Amorim.

No seu entendimento, de que forma evoluiu a empresa nos últimos anos?
Considero importante destacar a capacidade da empresa de centrar a sua evolução no seu core-business, ou seja, na fabricação de tecidos para vestuário moda e também técnicos, a investigação e desenvolvimentos com novas fibras/novos fios centrada no Desenvolvimento de Produto, que deu suporte e contribuiu para catapultar a empresa para uma busca incessante de inovação, e continuar a ser uma referência no Têxtil Nacional e Internacional. Nesta base está uma mudança substancial nos investimentos feitos em equipamentos, apostando sempre nas novas tecnologias, versáteis e inteligentes, nas infraestruturas e, claro está, na própria cultura da empresa onde assenta uma maior qualificação dos seus recursos humanos.

Lidera uma das áreas de maior responsabilidade na empresa, a I&D. Do ponto de vista do produto, o que distingue a Riopele?
Essencialmente a sua capacidade de Investigação e Desenvolvimento ao limite, diria que muitas vezes fazer o impossível, que é o que os outros não fazem, na tipologia de produto que apresentamos, quer pelas suas propriedades, quer pela sua novidade, imagem, aspeto assim como na capacidade de resposta, numa velocidade furiosa. Para além de tudo o foco o cliente, no desenvolvimento à medida.

A Riopele é especialista na produção de poliéster. O que torna esta matéria-prima tão interessante?
Como produto final tecido possui durabilidade, é confortável, boa performance ao uso, a cor mantém-se na sua intensidade, fácil manutenção – requer menos H2O para lavar; não amarrota – não precisa passagem a ferro – easy-care, enfim muito sustentável. Em processo é garante de reprodutibilidade e estabilidade nas suas propriedades estruturais.

A empresa, que está prestes a celebrar o 100º aniversário, tem vindo a apostar na área da sustentabilidade. É uma moda ou uma tendência que veio para ficar?
Já passou a fase de ser moda falar de sustentabilidade. Também não diria que se trata de uma tendência, mas antes de uma obrigatoriedade se estamos integrados numa empresa responsável ou queremos viver em sociedade. Na Riopele estamos totalmente comprometidos com esta forma de estar, não só ao nível do produto, mas igualmente no que se refere a toda a envolvente, seja social ou ambiental.