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2025-07-31

Episódio 3 | "Histórias para Contar"… com Ana Paula Menezes


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100 anos... 100 histórias para contar.

Como foi o seu primeiro dia na Riopele? Lembra-se de algum detalhe especial?

Lembro-me como se fosse ontem, apesar de já terem passado 29 anos. Foi o meu primeiro emprego em Portugal – onde me mantenho até aos dias de hoje. Do dia da entrevista fica uma linda recordação: cheguei bem mais cedo, com um misto de nervosismo e entusiasmo.

A fábrica estava em silêncio, por ser agosto, e impressionou-me logo à entrada — os jardins bem cuidados, o edifício imponente, o ambiente acolhedor. Fui recebida com enorme simpatia e senti, desde o primeiro momento, que a entrevista foi mais uma conversa franca e amigável do que formal.

No dia em que comecei, tudo estava diferente: a Riopele em plena atividade, cheia de vida e pessoas. Fui muito bem acolhida e rapidamente percebi que estava a entrar numa casa com história, onde se valoriza o profissionalismo, a partilha e o espírito de equipa.

Que aprendizagens ou competências adquiriu aqui que levará para a vida?

A Riopele foi e continua a ser uma verdadeira escola. Ao longo dos anos, acompanhei transformações profundas, desde os tempos da máquina de escrever e dos faxes até à era digital. Aprendi a adaptar-me, a evoluir com as mudanças e a valorizar a comunicação, a humildade e o trabalho em equipa.

Quando fui convidada a abraçar um novo projeto — pioneiro na Riopele nos anos 90 — moderno e audacioso, foram-me atribuídos os meus dois primeiros mercados: Itália e Bélgica.

Itália com o qual ainda trabalho até hoje, marcou uma verdadeira viragem na minha carreira. Foi um enorme desafio, por se tratar de um dos maiores mercados europeus na altura, e representou uma grande responsabilidade: tinha de aplicar, na prática, tudo o que me havia sido ensinado. Senti que confiavam em mim. Foi quando entrei para a equipa do Niki Bosch, e esse momento assinalou o meu começo na área comercial na Riopele.

Fui ainda a primeira assistente comercial a ser convidada a juntar-se à empresa na feira de Milão, numa altura em que tudo era feito num formato mais manual e presencial. Mais tarde, participei na implementação do SAP como Key User, um processo exigente e transformador que exigiu meses de dedicação em paralelo com o trabalho diário, sempre com o objetivo de garantir uma transição sem impacto para os nossos clientes.

Levo comigo aprendizagens valiosas: resiliência, espírito de equipa, capacidade de adaptação e o orgulho de ter feito parte de momentos que marcaram a história da Riopele.

Como descreveria o apoio entre colegas no dia a dia?

Ao longo destes anos na Riopele, sempre contei com o apoio incondicional de todos os colegas com quem tive o privilégio de trabalhar. Em todas as áreas, sem exceção, encontrei profissionalismo, disponibilidade e espírito de entreajuda.

O meu percurso e desempenho profissional só foram possíveis graças ao contributo de todos. Tive a sorte de me cruzar com pessoas excecionais - algumas que já não estão na empresa, mas que deixaram uma marca e que recordo com carinho. Aproveito para, publicamente, deixar o meu sincero “obrigada”. Sei que quem ler estas palavras se reconhecerá nelas: os de ontem e os de hoje.

A Riopele é, sem dúvida, uma empresa grandiosa, inovadora e respeitada a nível internacional. Mas o seu maior património são as pessoas. São os colaboradores que, todos os dias, fazem da Riopele aquilo que é. Tenho uma profunda admiração e gratidão por todos os que, ao longo do tempo, me ensinaram, apoiaram e ajudaram a crescer. Foram, e continuam a ser, fundamentais no meu percurso.

 

Se tivesse de descrever a Riopele numa palavra, qual seria?

Essa é, sem dúvida, uma pergunta difícil. Mas se tivesse de escolher uma palavra, diria Versatilidade.

A Riopele nasceu pouco depois da Primeira Guerra Mundial, atravessou a Segunda Guerra Mundial, viveu o antes e o pós 25 de Abril, enfrentou crises financeiras e económicas, a concorrência global, a entrada na União Europeia, a pandemia e agora um mundo marcado pela incerteza. E mesmo assim, continua firme — aliás, cada vez mais presente e relevante. A sua capacidade de se adaptar, evoluir e reinventar é, para mim, o que melhor define a sua essência.