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No final da década de 1940, enfrentando riscos técnicos e económicos significativos, a Riopele decidiu apostar na inovação. Um equipamento recentemente adquirido foi adaptado para trabalhar com Cuprama, uma fibra artificial fornecida pela Bayer — anteriormente recusada por vários fabricantes portugueses.
Foi José Dias de Oliveira, fundador da empresa, quem decidiu avançar com este ousado projeto, garantindo a exclusividade da fibra para o mercado português. Assim nasceu, em 1952, a marca de tecidos Rioplex, assente num produto verdadeiramente inovador.
Graças à sua qualidade excecional, cores vibrantes e padrões diferenciadores, os tecidos da Rioplex conquistaram rapidamente a preferência de profissionais e consumidores, substituindo progressivamente os tradicionais artigos de algodão da Riopele.
A marca viveu anos de grande sucesso comercial e contribuiu para uma fase de significativa estabilidade económica. Tornou-se um símbolo do espírito empreendedor, arrojado e inovador que continua a caracterizar a Riopele.
Por volta de 1966, com a cessação da produção da fibra cupro-amoniacal pela Bayer, a Rioplex chegou ao fim. No entanto, o seu legado permanece como um marco fundamental na história da empresa e na afirmação da Riopele como uma referência de vanguarda no setor têxtil.