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2026-01-29

Episódio 9 | Histórias para Contar… com Cláudia Queirós


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Como começou a sua história na Riopele e como era a empresa quando cá chegou?

A minha história na Riopele começou em 2010, quando surgiu a oportunidade de integrar a área de formação e desenvolvimento. Tinha 24 anos e estava a terminar um estágio profissional numa empresa do setor automóvel.

Ao chegar, fiquei impressionada com a dimensão da organização e com a forma apaixonada como os colegas falavam das suas áreas. Na altura, a Riopele era bastante mais formal — uma realidade que evoluiu significativamente. Hoje, somos uma empresa mais aberta ao exterior e com uma cultura de partilha constante, seja através do contacto com escolas e universidades, seja com as visitas regulares de clientes de todo o mundo. Esta abertura tem contribuído para melhorar a imagem da indústria têxtil. Paralelamente, a integração de jovens talentos ao longo dos últimos 15 anos foi essencial para garantir o equilíbrio geracional que existe atualmente, com uma idade média de 42 anos.

Mais tarde, assumi a gestão da formação e fui, gradualmente, alargando responsabilidades a outros processos da área de Recursos Humanos, sempre com o apoio dos colegas e da liderança. Desde cedo, fiquei particularmente sensibilizada pela forte aposta no desenvolvimento das pessoas, primeiro com o Programa Horizontes e, hoje, com a Academia Riopele.

 

Quais têm sido os principais desafios de liderar uma equipa de Recursos Humanos responsável por apoiar 1200 pessoas?

Desafio é, sem dúvida, a palavra certa. Somos uma organização de grande dimensão e a missão da equipa de Recursos Humanos passa por apoiar as lideranças e criar ferramentas que permitam uma gestão equilibrada, conciliando os objetivos estratégicos do negócio com o bem-estar das pessoas.
Tenho uma equipa extraordinária, que se apoia mutuamente nesta missão diária.

Na ótica de Pessoas, o que faz a Riopele ser diferente de outras empresas?

A paixão e a intensidade com que os trabalhadores vivem o dia a dia. O facto de ser uma empresa que marcou — e continua a marcar — a vida de muitas famílias resulta em vivências profundamente emocionais.
Quando converso com alguém que está na Riopele há 40 ou 50 anos, as histórias partilhadas não se limitam ao trabalho: falam também do impacto que a empresa teve na sua família. Em muitos casos, os pais ou até os avós já aqui trabalharam e continuam a recomendar a Riopele aos filhos e netos.

 

O que significa para si ver a Riopele a celebrar 100 anos?

Fazer parte de uma empresa centenária, que soube ultrapassar desafios, mudanças culturais e transformações tecnológicas, mantendo-se um exemplo de inovação e de compromisso com o Ambiente, as Pessoas e a Comunidade, é motivo de grande orgulho. Sinto-me verdadeiramente privilegiada por integrar este percurso.

Se pudesse descrever a Riopele numa palavra qual escolheriam?

Inovadora!