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2025-05-29

Episódio 1 | “Histórias para Contar” … com José Carlos Ortigão


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100 anos, 100 histórias para contar.

No âmbito das comemorações do centenário da Riopele, que terá lugar em 2027, lançamos a série “Histórias para Contar”, num tributo a quem verdadeiramente construiu o nosso valioso legado: as Pessoas.

Ao longo de quase um século, acumulámos histórias de dedicação, crescimento e superação. Por isso, queremos dar voz a estas experiências na primeira pessoa, desafiando os nossos colaboradores a partilhar os seus testemunhos, vivências e memórias na empresa. Será um ciclo de depoimentos que refletem os nossos valores, o legado que construímos e o espírito que tem guiado a Riopele ao longo de quase 100 anos.

Neste primeiro episódio, damos a conhecer a história de José Carlos Ortigão, Gestor de Vendas para o mercado alemão, que está na Riopele há 22 anos.

Como foi o seu primeiro dia na Riopele?

Relativamente ao meu início na Riopele, tenho uma história curiosa para partilhar.

Comecei a trabalhar na Riopele a 6 de outubro de 2003, embora tenha sido convidado a participar na Feira Première Vision em setembro, antes de ter iniciado funções.

Como recém-chegado, fui sem grande preparação técnica, o que tornou a experiência ainda mais desafiante. Foi extremamente estimulante e é algo que não irei esquecer, porque tive a oportunidade de estar em contacto direto com clientes e produto antes mesmo de começar oficialmente a trabalhar. Foi uma excelente decisão por parte da Riopele ter-me proporcionado esta experiência tão enriquecedora e que me permitiu entender em muito pouco tempo o modus operandi deste negócio.


Há alguma situação ou momento que nunca esqueceu?

Sim, recordo com saudade os convívios com os agentes quando nos visitavam para a apresentação das coleções.

Sempre que nossos agentes vinham cá, normalmente ficavam dois ou três dias, para conhecer a nova coleção, preparar as feiras ou tratar de assuntos dos respetivos mercados. Organizávamos um jogo de futebol, seguido de um jantar.
Eram momentos de grande convívio, que contribuíam muito para o fortalecimento das relações pessoais e profissionais. Foram sempre experiências muito enriquecedoras, não só pelo ambiente de cumplicidade, mas também pelos resultados que conseguíamos alcançar com esse espírito de equipa.

Há alguma pessoa que o tenha marcado na sua trajetória pela empresa?

Ao fim de mais de 20 anos na Riopele, é natural que tenha conhecido muitas pessoas que me marcaram profissional e pessoalmente, tendo tido a oportunidade de criar amizades para a vida. Gostaria, no entanto, de destacar duas pessoas, em diferentes momentos, que me marcaram pessoalmente, tendo sido decisivas para o destino da Riopele.

A primeira é Niki Bosch, um homem visionário que revolucionou a Riopele a vários níveis: desde o produto, à abertura a novos clientes e mercados, até à própria imagem da empresa. Graças a ele, passámos de uma imagem mais tradicional para um posicionamento mais ligado ao mundo da moda e que transformou definitivamente o nosso posicionamento no mercado.

A segunda é o atual Presidente, Dr. José Alexandre Oliveira. Teve a coragem, a visão e a ousadia de pegar na empresa numa altura muito difícil, após a crise do subprime, quando toda a economia portuguesa enfrentava grandes desafios e enormes dificuldades. Em pouco mais de uma década, conseguiu posicionar a Riopele como uma referência na indústria têxtil europeia, admirada e elogiada por clientes e parceiros de negócio.


E a nível pessoal, de que conquista ou projeto se sente mais orgulhoso?

Tenho muito orgulho em ter contribuído para a afirmação do mercado alemão como uma referência na Riopele.

Sinto também um enorme orgulho pela imagem que projetamos para o exterior — os feedbacks dos clientes são muito positivos, elogiando frequentemente a nossa empresa.

A Riopele está muito bem cotada no panorama têxtil internacional e eu, com a minha pequena contribuição, tenho muito orgulho nisso.

O que torna a Riopele diferente de outras empresas?

A Riopele reúne uma combinação de características que se torna cada vez mais rara e que consiste em ser uma empresa familiar, europeia e vertical, estando a conseguir, de uma forma inteligente, conciliar tradição com inovação — o que, na minha opinião, faz toda a diferença.

Se tivesse de descrever a Riopele numa palavra qual seria?

É difícil escolher só uma, por isso escolho duas: fiabilidade e confiança.